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PUBLICAÇÕES

Minhas publicações reúnem livros, artigos e capítulos dedicados às relações entre dança, dramaturgia, performance e práticas somáticas. A escrita faz parte do meu processo de pesquisa e criação, sendo um espaço de reflexão onde compartilho investigações sobre o corpo, a cena e os modos de pensar e fazer dança.

The Body-as-a-Home: Re-imagining the Sense of Belonging to the Environment

Ano

2026

“The body-as-a-home: re-imagining the sense of belonging to the environment”, desafia a ideia de procurar o lar (oikos) fora do corpo, sugerindo que o próprio corpo é uma casa. Este conceito ecológico do corpo-como-casa baseia-se nas obras de Lygia Clark e na reflexão autoetnográfica — particularmente através de práticas somáticas como a Klein Technique™ — utilizando o pensamento nómada de Rosi Braidotti para enfatizar o equilíbrio entre movimento e enraizamento. O artigo introduz a eco-somática, relacionando a consciência corporal com relações sustentáveis e empáticas com o mundo, e defendendo uma abordagem mais ecológica e socialmente consciente da incorporação.

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A fúria escancarada da memória

Ano

2019

Neste texto pretendo abordar a questão da memória como eixo central desta obra de Rodrigues, articulando-a com o esquecimento e as negações da história. Tal articulação leva às noções de "sem memória" e de "memória discursiva" (Robin/Paveau, 2013). Fúria fala, sem rodeios, da memória de um país que cultiva, documenta e reflecte sobre a sua história, com base numa construção dramatúrgica que mostra as tensões que emergem de tal ausência. Violência, solidão, medo, opressão, preconceito, racismo, beleza, sedução, cumplicidade e confiança emergem em cena num caminho histórico. Construção épica e desmontagem de um desfile: a obra cria imagens metafóricas numa espécie de espiral alucinante. O espectáculo, com direito ao seu título, expõe as inúmeras feridas de uma sociedade em risco. Aqui podemos perceber todas as personagens desta história — passado, presente e futuro potencial — tão esquecidas e negligenciadas. Nobres colonos europeus, escravos, imagens mitológicas, políticos, moradores de rua, prostitutas, referências ao dinheiro, ao poder e ao sexo. Embora Fúria faça um retrato impiedoso do momento actual do Brasil, parece evidente que não está apenas a falar desta sociedade sul-americana, mas de toda uma sociedade capitalista ocidental em profunda crise e em alerta urgente.

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Quando as palavras são cogumelos podres. Modos de percepção, inteligibilidades,processualidades

Ano

2018

Refletir sobre um processo criativo específico, gerador de uma obra intitulada Palavras Corrompidas é o objetivo primeiro desse texto. Mas ao adentrar no território dos processos criativos através do exercício da escrita, visto aqui como procedimento de ampliação perceptiva, torna-se inevitável um deslizamento, uma ação de recuo. Recuar nesse caso não somente para “ver melhor”, mas sobre tudo para buscar suspender os nossos próprios pressupostos. Assim, o ato da escrita em fluxo não se dissocia aqui do campo investigado, tomando a forma ele mesmo de uma criação, onde o “falar sobre” torna-se também um “falar através”, simultaneamente. O fechamento da moldura que envolve o material proposto aqui requer ainda uma consideração: trata-se nesse caso de uma escrita a duas mãos - sendo uma das vozes marcadas pelo uso do itálico -e portanto, dois pontos de vista, duas lógicas se entrelaçaram em momentos específicos desse artigo/ensaio

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Haikais Coreográficos - Um ano, cinco estações

Ano

2018

Haikais Coreográficos: Um Ano, Cinco Estações é uma investigação artística e teórica que desenvolvi no âmbito do meu pós-doutoramento na ECA-USP. O projeto propõe uma aproximação entre a estrutura poética do haikai e a criação em dança contemporânea, explorando a síntese, a atenção ao instante e a relação sensível com a natureza como princípios compositivos.

Inspirada na lógica do haikai — forma breve que capta momentos efémeros e estados de percepção —, desenvolvo práticas coreográficas baseadas na escuta do corpo, do tempo e do ambiente. A noção de “cinco estações” amplia a divisão tradicional do ano, incorporando transições e estados intermédios como material criativo, enfatizando processos de transformação contínua.

Ao longo do trabalho, entendo o corpo como território de experiência e percepção, capaz de traduzir variações subtis de ritmo, intensidade e presença. Minha pesquisa articula práticas somáticas, improvisação e composição, propondo uma dança que se constrói a partir da atenção ao detalhe e da relação entre interioridade e mundo.

Mais do que um conjunto de coreografias, o projeto configura-se como um modo de pensar e praticar a dança, onde o gesto emerge como acontecimento poético. A temporalidade fragmentada, a economia de movimento e a abertura ao acaso tornam-se elementos centrais na criação, aproximando dança e poesia numa mesma lógica sensível.

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Cia Carne Agonizante 21 Anos de Dança - Sem Tempo para ter Medo

Ano

2018

Cia Carne Agonizante — 21 Anos de Dança: Sem Tempo para Ter Medo revisita a trajetória de mais de duas décadas da companhia brasileira de dança contemporânea dirigida por Sandro Borelli. A obra articula memória, reflexão crítica e análise artística para revelar a construção de uma linguagem coreográfica intensa, marcada pela fisicalidade, pela expressividade e por temas existenciais.

Ao longo do livro, são explorados os processos de criação, a relação entre corpo e dramaturgia e os desafios da produção independente no contexto da dança contemporânea no Brasil. Mais do que um registro histórico, a publicação afirma a resistência da prática artística e o compromisso com a criação contínua — mesmo diante das adversidades

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A Dança Macabra e a Cultura Congelada

Ano

2017

O texto apresenta uma reflexão sensível sobre o impacto do solo Dança Macabra, de Laura Samy, articulando memória pessoal, análise de sua trajetória artística e o contexto político-cultural da cidade de São Paulo. A autora acompanha o percurso da bailarina desde a formação clássica até a maturidade na dança contemporânea, destacando sua autonomia criativa ao assumir simultaneamente os papéis de intérprete, coreógrafa e diretora. Inspirado nas imagens históricas da dança da morte, o espetáculo é interpretado paradoxalmente como uma afirmação de vida, delicadeza e profundidade poética. Ao relacionar a obra ao ato coletivo de resistência dos artistas diante do congelamento de verbas para a cultura, o texto amplia o sentido da dança como prática de pensamento, de presença e de luta, afirmando-a como um gesto contínuo de reinvenção e sobrevivência.

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Trisha Brown - Ilhas de Sentido

Ano

2017

No artigo "Trisha Brown: Ilhas de Sentido", Gisela Dória analisa a revolução coreográfica da artista pós-moderna, focando na desconstrução do movimento através do improvisado e da física do cotidiano. O texto destaca como Brown construiu "ilhas de sentido" ao buscar movimentos que escapassem à intelectualização, baseando-se na mecânica corporal e na interação com o ambiente.

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Entrelaçando Fios: Possíveis Eixos Dramatúrgicos na Dança Contemporânea

Ano

2016

O presente artigo propõe uma investigação sobre as especificidades que emergem da relação entre a dança contemporânea e diferentes noções de dramaturgia. Objetiva-se, assim, problematizar e ampliar a noção de dramaturgia cênica. O percurso investigativo envolve o exame crítico de diversas dramaturgias vigentes nas artes cênicas, a fim de verificar seus níveis de tensão em relação à dança contemporânea. Desse modo, busca-se perceber em que medida a dança contemporânea vem abrindo espaço para a reinvenção da noção de dramaturgia e de que maneira ela está relacionada aos modos de composição e produção de sentido.

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(de) Composição e Produção de Sentidos: Dramaturgias da Dança Contemporânea

Ano

2015

A presente tese propõe uma investigação das especificidades que emergem da relação entre a dança contemporânea e as diferentes noções de dramaturgia. Objetiva-se, assim, problematizar e ampliar a noção de dramaturgia cênica. O percurso investigativo envolve o exame crítico das dramaturgias vigentes nas artes cênicas, a fim de avaliar seus níveis de tensão em relação à dança contemporânea. Desse modo, busca-se perceber em que medida a dança contemporânea vem abrindo espaço para a reinvenção da noção de dramaturgia e de que maneira ela está relacionada aos modos de composição e de produção de sentido. Três estudos de caso foram selecionados com o objetivo de viabilizar o desenvolvimento desta tese: L’Après-midi d’un faune (1912), de Vaslav Nijinsky; A Trilogia Kafka, composta por três espetáculos de Sandro Borelli, a saber: Metamorfose (2002), O Processo (2003) e Carta ao Pai (2006); e, por fim, Man Walking Down the Side of a Building (1970) e Primary Accumulation (1973), ambos de autoria de Trisha Brown. Todos esses casos funcionaram como matrizes geradoras de um amplo espectro de aspectos, princípios e procedimentos dramatúrgicos

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Uma Experiência Coreográfico-Mitológica

Ano

2014

No capítulo “Uma experiência coreográfico-mitológica”, investigo a presença do mito como elemento ativo nos processos de criação em dança contemporânea. Proponho que o mito não deve ser entendido apenas como narrativa simbólica do passado, mas como uma força viva que pode ser incorporada no corpo e atualizada através da experiência coreográfica.

A partir da articulação entre prática artística e reflexão teórica, o texto explora como símbolos e imaginários míticos emergem no movimento, influenciando a construção dramatúrgica e a expressividade do corpo em cena. O processo criativo é apresentado como um espaço de experimentação sensível, onde o corpo do intérprete funciona como mediador entre memória cultural, imaginação e presença.

Ao aproximar mito e prática coreográfica, evidencio também o potencial da dança contemporânea para reinventar significados simbólicos e produzir experiências que conectam dimensão individual e coletiva, tradição e contemporaneidade.

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A Poética de Sem Lugar - Por uma teatralizada na Dança

Ano

2013

Em A Poética do Sem-Lugar: Por uma Teatralidade na Dança, proponho uma reflexão aprofundada sobre os modos de construção de sentido na dança contemporânea, tomando como eixo central a análise do espetáculo “Sem Lugar”, do grupo Primeiro Ato. A obra parte da ideia de “sem-lugar” como um território instável e transitório, onde identidades, narrativas e formas se deslocam continuamente, abrindo espaço para novas possibilidades de criação e percepção.

Ao longo do livro, articulo teoria e prática para investigar como a teatralidade se manifesta na dança não como um elemento externo ou narrativo tradicional, mas como uma qualidade imanente ao corpo em movimento. Nesse contexto, o corpo do intérprete assume um papel central como produtor de significados, operando entre presença física, imaginação e construção simbólica.

A análise do processo criativo do espetáculo revela a complexidade das relações entre movimento, espaço, tempo e dramaturgia. Destaco como a cena se constrói a partir de camadas sensíveis e não lineares, em que gestos, ações e atmosferas se organizam de forma aberta, convidando o espectador a uma experiência interpretativa ativa.

O livro também dialoga com o contexto mais amplo da dança contemporânea brasileira, situando o trabalho do Primeiro Ato dentro de um campo artístico marcado pela experimentação, pela hibridização de linguagens e pela busca de novas formas de expressividade. Nesse sentido, a noção de “sem-lugar” ultrapassa o espetáculo analisado e torna-se uma chave conceitual para pensar a própria condição da dança contemporânea.

Mais do que uma análise de obra, proponho uma abordagem crítica e sensível da criação artística, evidenciando a dança como um espaço de tensão entre o visível e o invisível, o concreto e o imaginário. Ao enfatizar a teatralidade como dimensão constitutiva da dança, contribuo para ampliar as formas de compreender o corpo em cena e os processos de produção de sentido na arte contemporânea.

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Sandro Borelli e a Dramaturgia da Violência

Ano

2012

Esse artigo problematiza aspectos ligados à dramaturgia na dança contemporânea, tendo como eixo três obras do coreógrafo paulista Sandro Borelli. Em seu extenso diálogo com a obra de Kafka, Borelli levou para a cena seis coreografias inspiradas em textos originais. Foi feito um recorte a partir da Trilogia Kafka, composta pelas coreografias inspiradas nas obras homônimas: Metamorfose, Carta ao Pai e O processo.

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O objeto como regra libertadora do corpo em cena

Ano

2009

O texto propõe que o objeto, ao impor regras ao corpo, não o limita, mas paradoxalmente atua como um elemento libertador, oferecendo recursos criativos que ampliam suas possibilidades em cena.

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